Em uma bela quinta-feira à tarde, estava eu em um ônibus relativamente vazio, voltando da escola quando um menininho lindo, de aproximadamente 6 anos, perguntou à sua mãe:
- Mãe, porque Deus é bom, criou as pessoas e as pessoas são bandidas?
Só essa pergunta fez com que eu lembrasse de uma crônica da Lya Luft chamada A mãe e o menino. Em que ela (também) estava no ônibus e um menino deixou a mãe sem palavras devido algumas perguntas feitas por ele à tal.
Mas deixa eu terminar de contar sobre os meus...
A mãe, sem saber o que responder disse:
-Ah! Filho, é que Ele deu o livre arbítrio aos seres humanos e eles agem da forma que acham melhor.
O menino, insatisfeito, continuou:
-Mas nós fomos criados à imagem e semelhança dele, não é verdade?!
O ônibus, como o da Lya, enviou todas as atenções àquela conversa torturante (palavra minha). E a mãe, tentou provar que era uma boa evangélica e prosseguiu:
-Menino. Deus fez as coisas mas as pessoas não querem ser como ele.
O menino demonstrou indignação e falou:
-Esse Deus é muito ruim. Ele pode mudar tudo e não muda porque é preguiçoso.
Chegou minha hora de descer e cheguem em casa pensando naquela conversa. Como existe pessoas que descartam tanto as opiniões das crianças?! São mais filósofas que qualquer um desses que fez sucesso com suas teorias e descobertas.
Crianças merecem respeito e atenção.
Fiquei pasma com aquela situação. E tenho certeza que a mãe estava com raiva e vergonha. Afinal, é uma evangélica "fervorosa" e tal fato não permite que o seu filho duvide da existência deum deus (com letra minúscula mesmo) tão "maravilhoso" e "bondoso".
Acredito que aquela criança linda e inteligente será um agnóstico como eu.
Dúvidas constituem a inteligência, a esperteza, as maravilhas que formam nossos sentimentos.

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