
Certo dia, uma moça, aparentemente revolucionária, me parou dizendo que necessitava de ânimo e que estava cansada de levar uma vida de lutas sem vitórias. Eu, que nunca consigo ficar calada, resolvi dar uns conselhinhos à pobre seguidora de Che:
"A repressão ajuda no processo de evolução do cansaço ao ânimo! Reanime-se!
Viva segundo a vontade dos que em te mandam. Siga a reta que os tais seguirem. E, quando lhe impuserem, bata palmas! Eles adoram! Parecem modestos, eu sei... Mas adoram! Sua doutrina deve ser inspirada na daqueles caras legais que passam na TV. Você deve ser dotada do amor. Mas não precisa dar nada a quem precisa, não. O que vocêm tem é seu!"
A moça, espanta com meu discurso individualista, pediu que eu lhe falasse acerca dos motivos que me motivaram a falar aqueles absurdos a ela. E eu respondi o seguinte:
"O verdadeiro revolucionário nunca duvida! Não se cansa! Esta saga não pertence a você!"

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